terça-feira, 12 de março de 2019

Projeto Antonia participa do Programa Metrópole em Foco da Rádio Trianon AM 740

 

Comemorando o mês Internacional da Mulher, o Programa Metrópole em Foco da Rádio Trianon AM 740, Comandado pelo Jornalista Pedro Nastri II em parceria com a Revista Ideias da Sul, recebeu na manhã do dia 07/03/19, convidadas especiais para um bate papo sobre MULHER, na pauta principal a atuação de cada uma delas em seus respectivos cargos. Beleza e Qualidade de Vida, Segurança, Festivais, Gestão, Responsabilidade Social foram temas tratados no programa de hoje, com Janaina Lopes, Subprefeita de Santo Amaro, Marcia Djanikian Presidente da Aemb – Associação dos Moradores e Empreendedores do Brooklin, Danielle Luciano, Sócia- fundadora e responsável pela criação e implantação de toda comunicação e projeto arquitetônico da Siluets Estética, maior rede de franquias de estética do Brasil, Bia Barreto, Sócia diretora da Unidade Siluets Chácara Santo Antônio, Luciana Vieira, presidente do Conseg Santo Amaro e Coordenadora da ONG Centro Lar da Paz, Maria Jose Silva e Lucia Alves do Projeta Antônia.

Lucia Alves
Maria José Silva













Um programa pra lá de especial, reafirmando cada vez mais a importância da mulher no mundo dos negócios e da política.



#MetropoleEmFoco #RevistaIdeiasdaSul #Siluets #SubprefeituradeSantoAmaro

#Aemb #Maifest2019 #ProjetoAntonia #MYCloset

Fotos: Cauê Godinho
Texto: Luis da Sul

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Dia da Justiça Social



Reconhecendo a necessidade de promover os esforços para enfrentar questões como a pobreza, a exclusão e o desemprego, a Assembleia Geral das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Justiça Social, comemorado anualmente em 20 de Fevereiro.

Alcançar a justiça social significa paz, respeito aos direitos humanos. É preciso acessar a consciência coletiva, a empatia e lutar para que o preconceito seja eliminado em todas as suas formas, para que todas as pessoas possam ter uma vida digna, livre de violência e com seus direitos fundamentais respeitados.

"Em tempos de tanta violência, de tanto desespero, é preciso emanar a luz da compaixão e agir em prol da justiça social, para que "tenhamos vida, vida em abundância".
Rede Oblata Brasil 
Lutando por Justiça Social

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Os buracos na sala

A sala está em buracos.
Qual é o buraco maior, o que está na parede ou o que está dentro das pessoas que abriram esses buracos?
O buraco nas pessoas é muito maior.
A foto acima é recente, mostra um garoto palestino em Gaza. Mostra uma escola perfurada pela dificuldade humana de viver em paz. Mostra uma escola que mais parece uma peneira, com fendas e cavernas em que o mal escorre sob os olhos de um garotinho que certamente não consegue entender o que está se passando — alguém consegue?
Me senti muito mal ao olhar essa foto. Não que eu não tenha visto imagens piores da situação no Oriente Médio, vi sim, e há fotos que expressam o concreto horror, que têm cheiro de queimadura, que ricocheteiam no olhar e batem no estômago como balas de revólver. Essa imagem saltou dentro de mim e me incomodou mais do que as outras porque dediquei mais tempo para olhá-la, para tocá-la com os dedos do meus olhos. Parei muitos minutos diante dela, fazendo uma radiografia de cada um dos buracos na parede, e comecei a contá-los, tentando sentir a fundura dos poços de escuro, imaginando o sons do ambiente, sentindo o chão de pedras no caminho. Então pisei firme nesse chão, inalando a poeira que se acumulava sobre as mesas no canto do esquecimento. Me perguntei: que tipo de sensação da vida tem uma criança que nasce na esburacação?
Olhe a foto por mais tempo, ande pela sala na companhia do garoto.
Coloque a mão nos buracos na lousa, o que você sente?
Assim como o garoto, use seu dedo indicador para escrever algo na lousa. O que quer escrever?
Passe as palmas das suas mãos sobre a lousa, prove o sabor do pó que se acumula em cada centímetro de superfície. Só quando dedicamos mais tempo para sentir o que está ao nosso redor é que nos aproximamos do que realmente está pulsando sob os panos das cenas. Se entramos numa sala escura, só alguns minutos de observação permitem que nossos olhos se acostumem com o breu e passem a vislumbrar linhas e vultos.
Agora que você olhou a foto com mais tempo, me diga: o que você sente?
Não sei sobre você, mas eu sinto minhas entranhas tão ou mais perfuradas do que a lousa. Se meu corpo fosse uma casa e as pessoas pudessem entrar nele, encontrariam peneiras em forma de paredes. Pois ao abrir os olhos para a realidade que o homem está construindo — ou desconstruindo –, ainda que eu veja muitos pontos potentes, belos e promissores, sou também metralhado bruscamente por cacos de catástrofes que se espalham e se reproduzem como vermes.
E não vim para esmiuçar a discussão sobre o conflito entre palestinos e israelenses, desconheço as miudezas dessa narrativa. Minhas palavras apontam outra questão: a insensibilidade que gera mais e mais buracos, seja no Oriente Médio, seja aqui no Brasil.
Toda vez que me entrego a passeios pelos porões do nosso tempo, sinto a necessidade de caminhar para ver a realidade em movimento. Numa das minhas caminhadas silenciosas mais recentes, cheguei até o Parque da Água Branca, em Perdizes, e andei à noite entre as árvores. Perambulavam pela mente os poços de horror em Gaza e os porões selvagens que encontro por perto, em SP, pelo Brasil. Cheguei até uma parte do parque onde havia um bambuzal. Estava escuro, então entrei no meio do bambuzal e, olhando para cima, via apenas o pano preto da noite se estendendo na folhas que alcançavam as alturas. O vento movia as folhas com uma delicadeza bonita de se ver e ouvir, como se a multidão de folhinhas fosse um cardume na água, ora numa direção, ora em outra. Decidi me deitar no chão, para olhar o ambiente com o corpo inteiro. Os pernilongos me mordiam, deixavam coceiras em mim.
Corpo estendido sobre o chão, olhar estendido sobre o céu. Me senti em pedaços. Como se cada parte de mim fosse uma pedra jogada numa parte do parque. Nossos tempos nos transformam em pedras para que então sejamos atirados uns nos outros?
Observando as altas cabeças dos bambus em contato, em movimento numa dança com o vento… Olhando as árvores ao redor… Me dei conta do quanto a paciência da natureza tem a nos ensinar. Aquelas árvores levaram anos para crescer… Silenciosamente… Suas folhas, tão precisamente esculpidas pelo tempo… Tão cuidadosamente esculpidas pelo tempo… De novo, o tempo. Tudo mudará se dedicarmos mais tempo para aprender com o ambiente ao nosso redor, para escutar as fotos que gritam com a garganta em estado de convulsão, para perambular pelos vales e cavernas das pessoas… Num mundo em que tão poucos se leem para além das primeiras páginas, ver e ouvir sem se inebriar com a neblina instalada no ar se torna um ato político, uma campanha silenciosa pela erradicação do analfabetismo relacional.
Deixemos o Parque da Água Branca e suas árvores em paz. Voltemos a Gaza, diante do menino na sala. O que fazer depois de meditar sobre essa cena? O quê? Repito: a foto é forte não por causa do que dá para olhar, mas pelo que não se vê na sala. Afinal, o pior não são os buracos na parede, mas o que tais buracos evocam e apontam: os buracos nas pessoas, os buracos em mim.
[AVISO: Se aceitar prosseguir a leitura do post, por favor, não deixe de seguir a proposta que vou compartilhar. Se não quiser levar à frente nenhum combinado para esculpir sua sensibilidade, por favor, largue esse texto de lado, sente-se no sofá da sua sala com paredes perfuradas por buracos, finja que nada aconteceu… Se continuar a leitura, atenda à proposta sem pestanejar, por favor, por favor, por favor]
O que são buracos? Lugares onde mora o escuro, a fraqueza. Onde mora o horror. Mas também pelos buracos pode entrar a luz. Pelas frestas pode escorrer a água que mata a sede. Então percebamos cada buraco nas paredes como gritos que suplicam por relações genuínas que os preencham.
Para cultivar relações, entrando nas entrelinhas do outro, precisamos criar mais e mais momentos em que lemos as pessoas com tempo e atenção. Pois então, proponho que você se comprometa a organizar uma Roda de Leitura de Pessoas.
E o que é uma Roda de Leitura de Pessoas?
Trata-se de um encontro de pelo menos duas horas em que duas pessoas são convidadas a contar sua história de vida em detalhes.
Primeiro, junte um grupo de pessoas. (I)
Elejam juntos quem serão os dois participantes da roda que vão compartilhar suas histórias de vida. (II)
Proponha que comecem contando um momento que os marcaram muito e escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute, escute. No decorrer da conversa, convide os participantes a fazerem perguntas que levem os olhares para outras camadas das narrativas. (III)
Inicialmente, não se esqueça de provocar as pessoas presentes a escutarem com atenção não apenas palavras, mas também os silêncios.
Roda de Leitura de Pessoas é uma simples provocação de encontro com páginas alheias que a pressa e a miopia não nos deixa ler — há infinitos volumes na epopeia de cada um. Faça essa roda na sua casa, escola, empresa, seja onde for. É uma forma de você entrar nas suas salas. Nas salas dos outros. Para observar buracos e frestas. Para olhar as lousas. As mesas. A poeira impregnada nas superfícies e nas peles. As bonitezas e fios d’água que escorrem pelos cantos.
A sala está em buracos.
Ler o que se passa lá dentro não é pouco. Ler o que se passa lá dentro exige coragem. Coragem de encontrar o mau de frente. Coragem de encontrar o bem de frente. Coragem de esculpir a si mesmo. Sem esse passo, não conseguimos responder o mundo à altura. Sem esse passo, só aumentarão os buracos na sala.
Extraído do blog de André Gravatá 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A INVISIBILIDADE DAS MULHERES NA LUTA DAS PESSOAS NEGRAS NO BRASIL

Fonte: Internet
As mulheres tiveram um papel importante na luta pelo fim da escravidão das pessoas negras no Brasil, porém foram invisibilizadas pela história dita oficial.  História escrita por homens brancos que não reconheceram as mulheres negras e escravas como articuladoras, protagonistas e participantes no movimento negro.

Pesquisadoras e pesquisadores procuram recontar essa história trazendo a memória de mulheres que participaram ativamente na luta pelo fim da escravidão e pela inclusão das pessoas negras. Entre estas: Luisa, mulher africana, mãe de Luís Gonzaga Pinto da Gama, participou da Revolta dos Malês, na Bahia, pelo fim da escravidão em 1930.

Fonte: Internet
Adelina, de São Luis (MA), filha bastarda e escrava do próprio pai.  De sobrenome, datas de nascimento e morte não conhecidas. Vendendo charutos nas ruas, assistia os discursos abolicionistas e decidiu se envolver na causa. Adelina por ter sido escrava criada na casa grande aprendeu a ler e escrever.

Maria Firmina dos Reis, Maranhense (1825-1917) negra livre, “filha bastarda”.  A primeira escritora abolicionista. Formou-se professora primária e publicou em 1859 o primeiro romance considerado abolicionista do Brasil, Úrsula. O livro relata um romance amoroso, e nesse, três principais personagens são negros que questionam o sistema escravocrata.  Maria Firmina assina o livro como “Uma maranhense”, essa era a estratégia utilizada pelas mulheres que escreviam e se aventuravam a publicar.

Além da luta pela abolição mulheres lideraram quilombos e lutaram para preservar a cultura africana no Brasil. Um dos centros importantes de preservação da cultura afro foi a casa da Tia Ciata, na praça Onze - RJ. Hilária Batista de Almeida, nascida em Salvador na Bahia, trabalhava como “baiana” vendedora de doces pelas ruas do Rio de Janeiro. Foi a primeira filha de santo (Iya Kekerê) da casa do babalorixá (pai de santo) João Alabá. Era festeira. Em dia de celebração dos orixás, assistia missa e depois realizava a cerimônia em sua casa. Da casa Tia Ciata saiu o primeiro samba gravado o “Pelo Telefone”, em 1916.

Fonte: Internet
            No mês Novembro é tempo de fazer memória da população negra no Brasil, de reconhecer sua resistência, força, esperança e persistência na luta pelos seus direitos. De maneira especial, recordar as mulheres que participaram e continuam participando da luta pela inclusão das pessoas negras. A abolição foi assinada em 1888, porém para a inclusão, e reconhecimento de direitos, a luta continua.  

As mulheres negras foram invisibilizadas e continuam sendo, enquanto os índices e pesquisas sociais no Brasil mostrar que mulheres negras são pessoas que sofrem mais com a violência e a violação de direitos. A desigualdade de salários entre homens e mulheres, analisadas sobre a perspectiva racial, constata que mulheres negras têm salários inferiores as brancas, além de ser a maioria nos índices de feminicídio.

Neste mês da Consciência Negra lembramos também das mulheres que lutaram e continuam lutando. Outra história das pessoas negras no Brasil está sendo desvelada e recontada. Nessa história as mulheres devem ser reconhecidas.

 Dica para aprofundar o tema:

Filme: A última abolição -2018

 

Fontes:
SECRETARIA MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL DA CIDADE DE SÃO PAULO - O que você sabe sobre a África? Uma viagem pela história do continente e dos afro-brasileiros. Rio de Janeiro. Nova Fronteira Participantes S/A . 2016.



Ir. Lucia Alves da Cunha,

Oblata do Santíssimo Redentor.

 (Projeto Antonia)


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Projeto Antonia abre inscrições para a 
2ª edição do Café sem Preconceito durante os 
16 Dias de Ativismo

 Debate sobre o atual contexto de Enfrentamento à
violência contra as mulheres



São Paulo - O Projeto Antonia, unidade da Rede Oblata Brasil, que tem como objetivo a intervenção e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em contexto de vulnerabilidade social, e atuam na prostituição na região de Santo Amaro, abre inscrições para a 2ª Edição do Café sem Preconceito, que será realizado no dia 29 de novembro de 2018,  a fim de debater o atual contexto de enfrentamento à violência contra as mulheres. O evento será realizado no Centro de Cidadania da Mulher, durante os 16 dias de Ativismo. 

O objetivo do evento é envolver múltiplas iniciativas sociais na discussão e enfrentamento dos problemas vividos pelas mulheres, em especial, no que diz respeito ao contexto de violência, sendo esta uma ação que contempla a Campanha 16 dias de Ativismo, que que acontece anualmente entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Sabemos que a violência baseada em gênero é um problema de saúde pública e de direitos humanos, que está ancorada na desigualdade de gênero, na qual se destaca o patriarcado, as relações de poder e as construções hierárquicas da masculinidade e feminilidade como motor predominante e generalizado do problema.

Recentemente, o Projeto Antonia desenvolveu uma pesquisa sobre a violência contra a mulher que exerce a prostituição, com o intuito de construir perspectivas para o enfrentamento de situações de violência relacionadas a este público. Na construção desse trabalho, percebemos que a violência contra a mulher que exerce a prostituição também é atravessada pelo machismo e sexismo e reflete a desigualdade de gênero. Na pesquisa, 65,3% das mulheres entrevistadas afirmam já terem sofrido violência pelo fato de serem mulheres. A partir de alguns dados da pesquisa, foi interessante perceber que grande parte das entrevistadas não reconhece o que é a violência, portanto, sofrem violência e a naturalizam.

Nesse sentido, vislumbramos a necessidade de ampliação dos espaços de discussão e enfrentamento à violência, envolvendo organismos de políticas para as mulheres, ONGs feministas, movimentos de mulheres, conselhos de direitos das mulheres e outros conselhos de controle social, universidades, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos (assistência e seguridade social, habitação, educação, trabalho e cultura).

Público-alvo: representantes da sociedade civil, movimentos sociais, universidades, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos.

Sobre a instituição realizadora:

O Projeto Antonia é uma das unidades da Rede Oblata que tem como objetivo a intervenção e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em contexto de vulnerabilidade social, e atuam na prostituição na região de Santo Amaro, na cidade de São Paulo. Está organizada em três frentes de atuação: Abordagem, Acolhida e Sensibilização da Sociedade, sendo que as duas primeiras têm como objetivo orientar as mulheres que exercem a prostituição para a busca e acesso aos direitos. A terceira frente, Sensibilização, objetiva a desconstrução do estigma da prostituição e a luta contra a violência.

Informações:
(11) 5524-1576
WhatsApp: (11) 96446-5986
Coordenação: Aline Rissardi

Instagram/Facebook: @redeoblatabrasil

Local: Centro de Cidadania da Mulher
Praça Salim Farah Maluf s/n - Santo Amaro – São Paulo/SP

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Outubro Rosa

Os Projetos da Rede Oblata se unem na luta pela prevenção contra o câncer de mama. 

Se junte a esta causa!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Outubro Rosa - O Projeto Antonia Abraça esta Causa

Você Sabe quando Surgiu o "Outubro Rosa"?

Essa campanha começou nos Estados Unidos, e o uso do laço rosa começou quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure, distribuiu laços rosas aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

O Brasil não ficou de fora, e começou a divulgar e incentivar a luta contra o câncer. O primeiro ato foi em São Paulo, quando em 02/10/2002, o obelisco do Ibirapuera (um monumento dos Soldados Constitucionalistas), recebeu uma iluminação na cor rosa, daí em diante, muitos outros monumentos foram iluminados no mês de outubro na cor rosa.

Essa campanha é feita no mês de outubro, mas o assunto deve ser tratado o ano inteiro!