quarta-feira, 11 de julho de 2018

Do Paquistão ao Brasil: Como Malala Yousafzai quer garantir acesso à educação de qualidade para meninas

Ativista paquistanesa, que também é a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, veio ao Brasil para falar sobre empoderamento: "Meu pai foi um homem que quebrou barreiras por me deixar estudar."


Uma menina com uma caneta na mão está imbuída do poder de mudar o mundo. Por meio da leitura e da escrita, ela pode contar a própria história e elevar sua voz. Mas não é tão simples quanto parece. Só no Brasil, cerca de 1,5 milhão de meninas não têm acesso à educação básica -- e, assim, não podem falar por si mesmas. "O empoderamento feminino vem da educação, tem a ver com emancipação", afirmou a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, de 20 anos, na tarde desta segunda-feira (9), em palestra que marca sua primeira visita ao Brasil.
O evento, direcionado a estudantes de escolas públicas de todo o Brasil e a organizações que trabalham com educação, lotou o Auditório Ibirapuera, que comporta cerca de 800 pessoas. Em sua fala de abertura, Malala agradeceu a hospitalidade brasileira, e trouxe dados que justificaram sua visita ao País, e que expõem uma realidade vivida por meninas em todo o mundo -- e que ela luta para mudar.
"Trata-se não só de aumentar o conhecimento das mulheres, mas também crescer economias, fortalecer democracias e dar estabilidade aos países. A educação é o melhor investimento sustentável a longo prazo".


"Recebi muitas cartas de apoio e mensagens do Brasil, pedindo que eu um dia viesse aqui. Este país tem uma grande energia que emana dos jovens, e minha esperança é encontrarmos maneiras de todas as meninas daqui terem acesso à educação, sobretudo de comunidades afrodescendentes e indígenas", afirmou.
Segundo levantamento do Atlas de Desigualdade de Gênero na Educação, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), quase 16 milhões de meninas do mundo todod, entre 6 e 11 anos, nunca irão à escola. O número é duas vezes maior que o de meninos. Entre eles, no mundo, 8 milhões nunca frequentarão as salas de aula.

"Existem 1,5 milhão de meninas sem acesso à escola no Brasil. Quero encontrar meios para mudar isso", disse. E continua: "Trabalhando junto com os defensores da educação, com a intenção de devolver às pessoas a esperança de se sentirem seguras, de que vão receber um ensino de alta qualidade".
Além dos dados alarmantes, outra razão que trouxe Malala ao Brasil foi a força das organizações locais para alcançar melhorias na educação, para além de políticas públicas. Além de demonstrar interesse em promover educação entre as comunidades menos favorecidas, ela anunciou que nos próximos dias serão divulgados projetos do Fundo Malala no Brasil. 


Muito mais do que saber ler e escrever, para Malala a educação é uma ferramenta poderosa de transformação do mundo -- que alguns ainda enxergam como ameaça. "Eu também fui privada de educação quando o Talibã proibiu meninas de estudarem. Fui um alvo porque eles entenderam que o empoderamento feminino vinha da educação, que tem a ver com emancipação", disse. "Trata-se não só de aumentar o conhecimento das mulheres, mas também crescer economias, fortalecer democracias e dar estabilidade aos países. A educação é o melhor investimento sustentável a longo prazo".
Ela compartilhou uma situação em que uma colega da escola chegou atrasada para aula. A garota tinha de esperar os pais saírem de casa e, assim, sair para estudar escondida. "O papel dos pais e das mães é fundamental no empoderamento feminino", disse. "É importante que as mulheres se expressem. As mulheres têm que quebrar essas barreiras", completou.
A paquistanesa lembrou que, quando era uma aluna em seu país, outras colegas de sua classe também defendiam a educação feminina assim como ela, mas em segredo. "A diferença é que os meus pais nunca me impediram de falar o que eu pensava".

Fonte: huffpost 

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Festa Junina - Projeto Antonia

 Na tarde da última quinta-feira (21), aconteceu na sede do Projeto Antônia (unidade da Rede Oblata), a celebração da festa junina. Na ocasião foi reunido um grupo com 11 mulheres onde foi sendo refletido o significado da celebração e cada uma foi compartilhando com o grupo a maneira de que celebravam quando eram mais jovens em suas respectivas cidades de origem. " Quando eu era nova lá em Minas Gerais fazíamos fogueira e um dia eu fiz uma comadre de fogueira. Eu e ela até hoje somos muito amigas, desde então compartilhamos muitas coisas juntas." Recordou uma das mulheres com muita alegria do período de festa.
Foram compartilhadas músicas, brincadeiras, comidas típicas de alguns estados do Brasil. Onde cada informação trocada foi utilizada em Quiz bem divertido, seguindo de alguns quitutes típicos desta época que engrandeceram nossa tarde.
Marcelly Gomes
(Educadora Social)





quarta-feira, 30 de maio de 2018

Oficina de Interculturalidade e Comunicação Organizacional - Rede Oblata Brasil.


O Projeto Antonia, unidade da Rede Oblata Brasil, participou de dois dias de formação sobre interculturalidade e comunicação organizacional.  

Estiveram presentes: representantes das Unidades locais (irmãs, coordenadoras/es e as referências de comunicação), uma Irmã Oblata, referência da Equipe de Comunicação do Instituto Oblata - Brasil, e uma Irmã representando a Equipe de coordenação local das Irmãs Oblata. 

Durante os dias 24 e 25 de maio, a Comunicóloga Fernanda Soares e a Socióloga Mara Greide, apresentaram e conectaram conceitos e práticas voltadas para o contexto da missão Oblata, especificando os temas “Interculturalidade e Comunicação Organizacional”.

Neste mergulho à essência e possibilidades institucionais, ficou evidenciada a importância da comunicação como um processo organizacional, e não apenas operacional; além da necessidade de entendimento do seu papel para gerar valor, ressignificar, sensibilizar e evangelizar.

A conexão entre teoria e prática vem para facilitar fluxos, gerar novas ideias e engajar ainda mais a equipe no processo de comunicação da Rede Oblata.


Fonte: Rede Oblata












quinta-feira, 17 de maio de 2018

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Celebração dia das mães - Projeto Antonia


O Projeto Antonia, no dia 10 de maio comemorou o dia das mães com as mulheres atendidas. o tema da celebração foi: "Mulher mãe: Construtora de uma nova sociedade". 

O objetivo da celebração era mostrar os diversos perfis de mães, baseado na história de vida das mulheres que frequentam a sede do projeto Antonia e que em seu cotidiano contribuem para construir em sua realidade uma nova sociedade. Após o momento de reflexão fez-se sorteio de alguns brindes e em seguida a partilha de um delicioso lanche!!!

Parabéns as mulheres mães que no seu cotidiano constroem uma nova sociedade a partir de seus gestos.





quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dia da trabalhadora/o - Formação de Equipe

          
A Equipe do Projeto Antonia, por ocasião do feriado do dia do(a) trabalhador(a), realizou uma formação com o objetivo de capacitar a equipe para que, ao longo deste mês de maio possam trabalhar com as mulheres atendidas o tema do trabalho. 

Ficou-se determinado anteriormente que cada uma faria uma pesquisa sobre o tema trabalho, e sistematizaria resumidamente a pesquisa para partilhar em equipe. As fontes foram variadas, desde terciárias à primárias e surgiram constatações, reflexões, e curiosidades muito interessantes que se complementavam. 




Algumas falas: 
  • O brasileiro gasta 190 horas de trabalho para comprar um celular de última geração. passam 20% de suas vidas trabalhando e gastam muito comprando coisas não tão importantes.
  • Os jovens não se preocupam com o futuro, em juntar dinheiro, se aposentar...
  • Depois das novas regras trabalhistas, diminuiu o numero de processos trabalhistas
  • verifica-se que, está acontecendo mais exploração ao trabalhador, pouca reflexão sobre as desigualdades de gênero neste 1º de maio.
  • A taxa de desemprego é maior nas mulheres. precariza-se o trabalho das mulheres disfarçado de empreendedorismo. 40 milhões de trabalhadoras brasileiras trabalham mais, estudam mais e ganham menos. 
  • 1º de maio marca a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. No Brasil, as reivindicações iniciaram com os imigrantes Europeus, que, ao substituírem a mão de obra dos escravos negros, começaram a reivindicar melhorias nas condições de trabalho devido ao processo que já tinham vivenciado em seus países. No Governo de Getúlio Vargas, a data do 1º de maio deixa o cunho reivindicativo e passa a ter um cunho celebrativo. 
  • A divisão sexual do trabalho não surgiu no capitalismo, porém o capitalismo, enquanto sistema político e ideológico utiliza-se  das diferenças sexuais para aprofundar as desigualdades. 
  • O trabalho doméstico não é menos econômico que o assalariado, é apenas de natureza distinta. porém o trabalho doméstico não é computado na jornada de trabalho das mulheres. 
  • muitas vezes focamos na saúde sexual das trabalhadoras sexuais e nos esquecemos que são mulheres como outras qualquer e têm necessidade de cuidados de sua saúde física, psíquica...



quinta-feira, 26 de abril de 2018

Homenagem ao Projeto Antonia


O Projeto Antonia foi homenageado em evento na Galeria Borba Gato que aconteceu no dia 05 de abril (quinta-feira). Na ocasião estavam reunidos, no Salão de Eventos da Galeria, empresários do comércio local que organizaram uma palestra e uma homenagem a cinco mulheres especiais pelo mês Internacional da Mulher. Entre as mulheres homenageadas estava Maria José Silva - Educadora do Projeto Antônia.
Em sua rede social, Luiz (representante da Associação Empresarial de Santo Amaro Sul – AESAS) ressaltava sua alegria em poder homenagear o Projeto Antonia. “... a presença do projeto Antônia, representado pela Maria Jose Silva, é sempre um grande prazer. Conheci o Projeto Antonia em 2015, através da Cristina Sansigolo e desde lá venho acompanhado o trabalho árduo, mas gratificante destas meninas”.

Para o Projeto Antonia foi uma honra participar do evento, pois percebe-se com isto o reconhecimento de trabalho junto às mulheres em contexto de prostituição. Ressaltamos a importância das parcerias, que têm colaborado para o cumprimento dos objetivos e missão do Projeto.
Nosso reconhecimento as outras mulheres que também foram homenageadas, pois representavam todas as mulheres, fazendo a diferença na busca por transformação social, mulheres ocupando os espaços na luta por igualdade de direitos.