segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Projeto Antonia abre inscrições para a 
2ª edição do Café sem Preconceito durante os 
16 Dias de Ativismo

 Debate sobre o atual contexto de Enfrentamento à
violência contra as mulheres



São Paulo - O Projeto Antonia, unidade da Rede Oblata Brasil, que tem como objetivo a intervenção e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em contexto de vulnerabilidade social, e atuam na prostituição na região de Santo Amaro, abre inscrições para a 2ª Edição do Café sem Preconceito, que será realizado no dia 29 de novembro de 2018,  a fim de debater o atual contexto de enfrentamento à violência contra as mulheres. O evento será realizado no Centro de Cidadania da Mulher, durante os 16 dias de Ativismo. 

O objetivo do evento é envolver múltiplas iniciativas sociais na discussão e enfrentamento dos problemas vividos pelas mulheres, em especial, no que diz respeito ao contexto de violência, sendo esta uma ação que contempla a Campanha 16 dias de Ativismo, que que acontece anualmente entre 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Sabemos que a violência baseada em gênero é um problema de saúde pública e de direitos humanos, que está ancorada na desigualdade de gênero, na qual se destaca o patriarcado, as relações de poder e as construções hierárquicas da masculinidade e feminilidade como motor predominante e generalizado do problema.

Recentemente, o Projeto Antonia desenvolveu uma pesquisa sobre a violência contra a mulher que exerce a prostituição, com o intuito de construir perspectivas para o enfrentamento de situações de violência relacionadas a este público. Na construção desse trabalho, percebemos que a violência contra a mulher que exerce a prostituição também é atravessada pelo machismo e sexismo e reflete a desigualdade de gênero. Na pesquisa, 65,3% das mulheres entrevistadas afirmam já terem sofrido violência pelo fato de serem mulheres. A partir de alguns dados da pesquisa, foi interessante perceber que grande parte das entrevistadas não reconhece o que é a violência, portanto, sofrem violência e a naturalizam.

Nesse sentido, vislumbramos a necessidade de ampliação dos espaços de discussão e enfrentamento à violência, envolvendo organismos de políticas para as mulheres, ONGs feministas, movimentos de mulheres, conselhos de direitos das mulheres e outros conselhos de controle social, universidades, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos (assistência e seguridade social, habitação, educação, trabalho e cultura).

Público-alvo: representantes da sociedade civil, movimentos sociais, universidades, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pela garantia de direitos.

Sobre a instituição realizadora:

O Projeto Antonia é uma das unidades da Rede Oblata que tem como objetivo a intervenção e acompanhamento às mulheres de baixa renda que estão em contexto de vulnerabilidade social, e atuam na prostituição na região de Santo Amaro, na cidade de São Paulo. Está organizada em três frentes de atuação: Abordagem, Acolhida e Sensibilização da Sociedade, sendo que as duas primeiras têm como objetivo orientar as mulheres que exercem a prostituição para a busca e acesso aos direitos. A terceira frente, Sensibilização, objetiva a desconstrução do estigma da prostituição e a luta contra a violência.

Informações:
(11) 5524-1576
WhatsApp: (11) 96446-5986
Coordenação: Aline Rissardi

Instagram/Facebook: @redeoblatabrasil

Local: Centro de Cidadania da Mulher
Praça Salim Farah Maluf s/n - Santo Amaro – São Paulo/SP

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Outubro Rosa

Os Projetos da Rede Oblata se unem na luta pela prevenção contra o câncer de mama. 

Se junte a esta causa!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Outubro Rosa - O Projeto Antonia Abraça esta Causa

Você Sabe quando Surgiu o "Outubro Rosa"?

Essa campanha começou nos Estados Unidos, e o uso do laço rosa começou quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure, distribuiu laços rosas aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

O Brasil não ficou de fora, e começou a divulgar e incentivar a luta contra o câncer. O primeiro ato foi em São Paulo, quando em 02/10/2002, o obelisco do Ibirapuera (um monumento dos Soldados Constitucionalistas), recebeu uma iluminação na cor rosa, daí em diante, muitos outros monumentos foram iluminados no mês de outubro na cor rosa.

Essa campanha é feita no mês de outubro, mas o assunto deve ser tratado o ano inteiro!







sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Projeto Antonia - Sensibilização com a Juventude

A Equipe do Projeto Antonia, unidade da Rede Oblata em São Paulo, realizou uma sensibilização com os alunos atendidos pelo instituto Dom Bosco, nos bairros do Bom Retiro (centro) e Vila Paulistana (Zona Norte) em São Paulo.
O objetivo do Projeto, era refletir com os jovens e adultos dos cursos profissionalizantes, de forma lúdica e atrativa os temas: Tráfico de pessoas, Violência contra a mulher e Afetividade e Sexualidade. 
No dia da intervenção  com os jovens e adultos dos cursos profissionalizantes do bairros do Bom Retiro (centro), contamos com a contribuição de Isabel Brandão (psicóloga do Diálogos pela Liberdade, projeto da Rede Oblata de Belo Horizonte). Isabel desenvolveu a oficina "Violência contra a mulher". Uma participação muito rica e dinâmica. 




A Oficina de Afetividade e sexualidade na juventude foi desenvolvida por Elaina Francisca, Psicóloga – Mestre em Educação sexual. Elaina conheceu o Projeto Antonia em um seminário no bairro de M’Boi Mirim, onde a maioria do público era adolescente, comenta: falamos para eles sobre gênero, sexualidade e eu fui me aproximando e a Ir. Lúcia e ela me contou um pouco sobre como surgiu o projeto Antonia e depois conversei com a Fernanda (assistente social do Projeto) e fui me aproximando mais.
"Acho muito importante falar da potencia dos afetos na construção da sexualidade. Está sendo rico e bem bacana poder somar com essa reflexão também".
 Todas as oficinas realizadas foram desenvolvidas em forma descontraída, momentos de conversa, questionamentos, descobertas e partilhas sobre os temas abordados. Após o tempo de oficina os participantes apresentaram o que foi conversado e o que aprenderam. 




















O Projeto Antonia acredita nas juventudes como construtoras da sociedade e acredita que a sensibilização dos jovens é um meio de minimizar qualquer tipo de violência sofrida pelas mulheres.
Maria Aparecida – Gerente do Serviço CEDESP – Bom Retiro comenta:
No primeiro semestre os alunos que participaram gostaram muito. Eles passaram a ter um novo olhar, visualizar de outra forma. Por isso eu senti que precisava retornar com essas oficinas, porque a cada semestre nós temos um novo público, então quem estava no primeiro semestre não está neste segundo. E trazer a oficina novamente, é fazer um novo trabalho com esse novo público que está chegando na casa; eles iniciaram no final de julho. E aí para eles é um novo trabalho, uma nova conscientização, muitos deles ainda não passaram por essa experiência de ter oficina de falar sobre essas possibilidades, então isso ajuda, colabora para que eles possam se tornar pessoas melhores, possam ajudar seus familiares também a ter uma nova visão sobre as pessoas, sobre os gêneros e assim por diante, porque ainda existe um grande Tabu sobre tudo isso.

Para Maria Aparecida, não basta que os educandos tenha somente uma formação técnica, eles precisam também ter essa formação humana, ter essa conscientização. Porque quando eles forem trabalhar, ou mesmo na convivência social, se não souberem conviver com o outro, ele não vai ter um destaque no mercado, ele não vai permanecer num emprego.

O objetivo do Projeto Antonia era contribuir para que os jovens tivessem uma experiência vivencial, a partir de suas realidades e provocar pensamentos críticos. Percebemos o quanto o tema da violência está presente na realidade dos jovens e como o tema de gênero e e masculinidade é tratado pela maioria de forma natural. 

O Projeto Antonia agradece a Isabel Brandão (Projeto Diálogos), Miriam do Coletivo Levante Mulher, Elaina e toda equipe que contribuiu para a realização desta oficina.





Dom Bosco - Bom Retiro
Dom Bosco - Vola Paulistana




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Projeto Antonia - 11 Anos de História

 Relembrar os 11 anos de caminhada do Projeto Antonia, nos remete ao dia 28 de agosto de 2007, data da inauguração de sua primeira sede. Estiveram presente um grupo de oito mulheres mais as educadoras sociais da época. Relatórios do período nos contam que "as mulheres estavam alegres e conversavam bastante... história foi o que não  faltou...
Ao longo destes 11 anos, o que não faltou na trajetória do Antonia foi história, muitas vidas partilhadas e o coração agradecido! Neste ano de 2018 a celebração de aniversário do Projeto é relatada por Marcelly Gomes, Educadora Social do Projeto. Confira:

"Contamos com a presença de onze mulheres, sendo dez que já fazem algum tempo de caminhada com o projeto e mais uma que acabava de conhecer a unidade e juntas celebramos todo o trabalho que vem sendo realizado.

Junto com todas que estavam presentes foi feito um caminho recordando os 11 anos de atuação no projeto. Ressaltando que desde a abertura do primeiro espaço até se concretizar o projeto foi realizado com objetivo de acolher e atender cada uma delas que ali se encontravam e todas as que estão inseridas nesta realidade.

Então, foi realizado o convite de que cada uma fosse olhando o caminho do projeto e localizasse em que parte do caminho cada uma ia se encaixando. Ao olhar o caminho algumas foram se encontrando nas fotos das celebrações que aconteceram no projeto neste caminho de 11 anos. Como proposta de ir se colocando neste caminho foi fornecido a cada uma um desenho de uma silhueta feminina em que cada qual poderia desenhar os seus próprios traços e vestimentas. Terminado seus respectivos desenhos iam se colocando em que parte do trajeto foram fazendo parte desta história. 

Na história desses 11 anos foi muito importante todas as pessoas que fizeram e ainda fazem parte desta trajetória. Com isso foi pedido que cada uma pudesse dizer um pouco do que é fazer parte deste caminho. Segue algumas falas: 
"Vocês trazem muita esperança para a gente; O projeto é um apoio; Aqui tem apoio, tem cuidado e lanche, quando temos fome; Virou uma família; Na hora que a gente mais precisa vocês estão ali; Vocês tratam a gente bem; vocês nos ajudam muito; vocês não julgam o que nós fazemos; aqui eu posso me abrir; aqui eu posso falar da minha vida com tranquilidade; quando estou estressada posso vir aqui que vocês me ajudam a se acalmar; vocês cuidam da gente; vocês trabalham por amor, não fazem nada por obrigação; vocês se esforçam muito para nos ajudar;"
Em seguida, houve uma motivação para que pudessem comentar o que desejam daqui para frente para o projeto. Ela comentaram que desejam: "Sabedoria, Saúde, Paz, Sonhos, Amor, Educação, Fé, Felicidade, Amizade, Harmonia, Emprego, Esperança, Prosperidade, Objetivos, Dinheiro e mais 11anos de caminhada junto a elas e as que virão.
Para concluir juntas cantamos parabéns pelo aniversário do projeto, em seguida cada uma das que ali estavam presentes receberam uma lembrança do projeto recordando um pouco da importância de cada uma para o projeto.
















quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Não basta só participar do Conselho Gestor, o objetivo é fazer a diferença.

 Não basta só participar do Conselho Gestor, 
o objetivo é fazer a diferença.

A Unidade Antonia participou do 3º Encontro para Conselheiro Gestor, seguimento usuário. Maria José Silva, Educadora Social do Antonia, representou a unidade no encontro e comenta: "foi uma formação muito proveitosa para participação dos conselheiros no Controle Social, entendendo que esse espaço é de participação compartilhado entre sociedade civil e o Estado. 

Refletiu-se também sobre o papel do Conselheiro Gestor dentro dos serviços: 

"O Conselheiro não deve buscar seus próprios interesses, mas deve ter um olhar para os bem coletivo, ser alguém do território, que utilize o serviço, que conheças as necessidades e vulnerabilidades local, tem que saber ouvir e também dar um retorno para os usuários".
É necessário "acordar e cobrar", hoje se fala muito sobre resistência e para não perder os direitos conquistados deve-se continuar a resistência, mas não deixar de lutar por novos direitos e fazer valer os direitos já existente.

O Unidade Antonia está no Conselho Gestor do Centro de Testagem e Aconselhamento DSTs/Aids (CTA) Santo Amaro, como representante da sociedade civil e percebe este lugar de representação como um espaço de Luta em defesa dos usuários do serviço do Sistema Único de Saúde e uma oportunidade de exercer o advocacy, levando as demandas das mulheres atendidas pela unidade.