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quarta-feira, 26 de setembro de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Os Efeitos da Auriculoterapia
![]() |
| Fonte: Internet |
Projeto Antonia
tem oferecido às mulheres atendidas o serviço de auriculoterapia francesa, que é um
tratamento complementar, no auxílio a saúde emocional, física, mental, através
da aplicação de esferas de cristais, em pontos de reflexo no pavilhão auricular
(orelha).
É uma técnica
que se baseia no estimulo do pavilhão auricular visando aos reflexos sobre o
sistema Nervoso Central. Estimula pontos correspondentes aos órgãos e funções
do corpo. Ao receber esses estímulos, o cérebro produz uma série de fenômenos
relacionados a diversas áreas do corpo. Trata de disfunções orgânicas e promove
analgesia através de estímulos de pontos reflexos.
Tão importante
quanto cuidar da saúde física é cuidar da saúde mental, e a auriculoterapia também
proporciona momentos de relaxamento musculoesquelético e mental.
Não são raros os casos de mulheres que sentem dores no corpo, cujas dores estão ligadas ao acúmulo de responsabilidade, estresses, ansiedade, emoções, conflitos psíquicos. As mulheres são afetas por sua ocupação, seja em casa, no trabalho, em suas relações sociais, na convivência com fatores de riscos, locais insalubres, jornadas noturnas, estigmas, medo, questões financeiras, conflitos familiares, etc.
Não são raros os casos de mulheres que sentem dores no corpo, cujas dores estão ligadas ao acúmulo de responsabilidade, estresses, ansiedade, emoções, conflitos psíquicos. As mulheres são afetas por sua ocupação, seja em casa, no trabalho, em suas relações sociais, na convivência com fatores de riscos, locais insalubres, jornadas noturnas, estigmas, medo, questões financeiras, conflitos familiares, etc.
Percebendo o quanto
as mulheres são afetadas, o Projeto Antonia disponibilizou o serviço de auriculoterapia para elas como um momento de cuidado especial, para relaxar, expressar
suas dores e angústia, e se permitir buscar o equilíbrio para flexibilizar
situações.
As mulheres que
aderem a auriculoterapia trazem retorno de resultados no tratamento de insônia,
diminuição de ansiedade, dores articulares, enxaquecas, entre outras. Abaixo algumas expressões das mulheres em tratamento na auriculoterapia:
"sofria de insônia, depois da auriculoterapia voltei a dormir bem" (T.I)
"não sinto mais as dores nos pés" (I.S)
"sinto que estou mais controlada, na ansiedade" (L.C)
“Gosto de fazer a sessão de auriculoterapia, pois me sinto mais leve, relaxada mesmo, corpo e na mente” (R.A)
Maria Jose Silva
(Educadora Social e Terapeuta Auricular)
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
40 Anos da Unidade da Rede Oblata de Juazeiro
A Pastoral da Mulher, Unidade da Rede Oblata de Juazeiro completa 40 anos de história!
Parabéns Pastoral da mulher pela dedicação, compromisso e resistência na luta pela garantia de Direitos das Mulheres em contexto de prostituição!
Equipe Antonia
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
ATUAIS DESAFIOS ENFRENTADOS PELAS MULHERES QUE EXERCEM A PROSTITUIÇÃO
![]() |
| Fonte: Internet |
No
Brasil e no mundo estamos vivendo um momento de ascensão das forças
conservadoras, que, com função ideológica, reproduz um modo der ser fundado em valores historicamente preservados pela tradição e
pelos costumes. A retomada do conservadorismo contribui no fortalecimento do
patriarcado, sistema em que os homens exercem uma opressão sobre as pessoas do
sexo feminino, apropriando-se por meios pacíficos ou violentos da sua força
produtiva e de reprodução. Esse modelo legitima a desigualdade entre os gêneros
e o sexismo, reforçando o estigma e reproduzindo modelos de opressão. Esse
assunto é do interesse de toda a sociedade, uma vez que as formas de
discriminação de gênero estão presentes independentemente das classes sociais,
faixas etárias, raças, cores e etnias.
No que se refere ao contexto da prostituição,
podemos afirmar que a violência se legitima ao considerarmos o lugar ocupado
pela mulher que exerce a prostituição dentro deste contexto. Diniz (2008)
afirma que a sociedade, ao longo do tempo, construiu perspectivas
preconceituosas e discriminatórias no que diz respeito à prostituta, que foram
sendo introjetadas no imaginário social, como aquela que dissemina doenças,
mulher de “vida fácil”, “safada” e que não merecem respeito da sociedade. Dessa
forma, o estigma se torna a materialização deste preconceito e pode vir a ser
reproduzido nas diversas formas de violência.
Recentemente,
o Projeto Antonia desenvolveu uma pesquisa sobre a violência contra a mulher
que exerce a prostituição, com o intuito de construir perspectivas para o
enfrentamento de situações de violência contra este público. Na construção
desse trabalho, percebemos que a violência contra a mulher que exerce a
prostituição também é atravessada pelo machismo e sexismo e reflete a
desigualdade de gênero.
Na pesquisa, 65,3% das mulheres entrevistadas afirmam já terem sofrido violência pelo fato de serem mulheres. No que diz respeito à violência no exercício da prostituição, 51,2% afirmam já tê-la sofrido. A maioria dos casos é de violência moral (35,8%), seguida da patrimonial (29,4%), psicológica (28,2%) e física (23,07%)."GRANDE PARTE DAS ENTREVISTADAS NÃO RECONHECE O QUE É A VIOLÊNCIA, PORTANTO SOFREM VIOLÊNCIA E A NATURALIZAM"
A
partir de alguns dados da pesquisa, foi interessante perceber que grande parte
das entrevistadas não reconhece o que é a violência, portanto sofrem violência
e a naturalizam. São comuns os depoimentos de baixa autoestima e fragilidade
emocional, o que contribui para que a mulher se sinta culpada e não se
reconheça como vítima da violência.
O movimento social de
prostitutas tem rejeitado as abordagens que insistem em retratá-las como
vítimas ou desviantes e, por meio de suas ações, buscam afirmar o protagonismo
além de denunciar o estigma e preconceito voltados a pessoas que exercem
prostituição, evidenciando como tais fatores, historicamente, têm prejudicado a
qualidade de vida dessas pessoas e dificultado a luta pelo exercício pleno da
cidadania (Souza, Ferreira e Oliveira, 2011).
O Brasil ocupa a 85ª posição
em desenvolvimento humano e desigualdade de gênero segundo o Relatório de
Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Estudiosos mostram que para combater essa desigualdade se faz necessário um
trabalho de conscientização. Nesse sentido, entendemos que, diante do contexto
descrito, é importante ações que trabalhem a sensibilização da sociedade,
envolvendo iniciativas sociais no
enfrentamento dos problemas vividos pelas mulheres, contribuindo para a desconstrução do sexismo, incentivando
também a articulação de toda a sociedade. Chamamos a atenção aqui para ações
que possam desconstruir também o estigma da prostituição.
Fernanda Moreira
(Assistente Social - Projeto Antonia)
Referências
Bibliográficas:
DINIZ, Maria Ilidiana. Os determinantes que invisibilizam a violência contra a mulher no
contexto da prostituição. Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder,
2008. Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST11/Maria_Ilidiana_Diniz_11.pdf.
Acesso em: 18/12/2017.
SOUSA, Fabiana Rodrigues de, FERREIRA, Flávia
do Carmo e OLIVEIRA, Maria Waldenez de. Dia
Internacional da Prostituta: marco da organização e luta por direitos. Folha
de São Carlos, 2011. Disponível em: https://grupodeestudostrabalhosexual.wordpress.com/2011/06/02/dia-internacional-da-prostituta-marco-da-organizacao-e-luta-por-direitos/.
Acesso em: 25/11/2017.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
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